Seu carrinho

União Estável: o que diz a lei e quais são seus efeitos

União Estável: o que diz a lei e quais são seus efeitos

União Estável: o que diz a lei e quais são seus efeitos

União Estável: o que diz a lei e quais são seus efeitos

A União Estável é uma forma de constituição familiar reconhecida pela legislação brasileira.

 

Diferente do casamento, sua formalização não exige, necessariamente, um registro em cartório. Basta que duas pessoas se unam de maneira pública, contínua e com o objetivo de constituir família.

 

A União Estável está prevista no artigo 226,  da Constituição Federal, bem como no artigo 1.723 do Código Civil Brasileiro.

 

A partir dela, decorrem todos os direitos relacionados aos conviventes, tanto em casos de separação quanto em situações de falecimento.

 

Regime de bens aplicado

Segundo a lei, o regime padrão aplicado à União Estável é o da comunhão parcial de bens.

Isso significa que, em caso de dissolução da união ou falecimento de um dos conviventes, todo o patrimônio adquirido durante a convivência será partilhado entre as partes, conforme as regras do direito de família e do direito das sucessões.

 

No entanto, é possível aos companheiros registrar a União Estável em cartório e, nesse ato, optar por outro regime de bens (como separação total ou comunhão universal, por exemplo).

 

Reconhecimento judicial

 

Caso a União Estável não seja registrada em cartório, e venha a ocorrer separação ou morte de um dos conviventes, será necessário ingressar com uma ação de reconhecimento de União Estável.

 

Nessa situação, caberá ao juiz reconhecer a união e aplicar o regime da comunhão parcial de bens, garantindo a cada convivente os direitos que lhe são devidos.

 

 

A União Estável assegura diversos direitos e deveres semelhantes aos do casamento, mas sua formalização pode ocorrer de forma mais simples.

 

Contudo, para evitar conflitos futuros, é recomendável registrar a União Estável em cartório e definir de maneira clara o regime de bens escolhido pelo casal.

STJ decide: união estável paralela ao casamento não é reconhecida

STJ decide: união estável paralela ao casamento não é reconhecida

STJ decide: união estável paralela ao casamento não é reconhecida

STJ decide: união estável paralela ao casamento não é reconhecida

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu um caso que trouxe bastante repercussão no meio jurídico e social: a corte não reconheceu uma união estável que existia em paralelo a um casamento.

 

O processo foi movido por uma mulher que buscava o reconhecimento da sua união estável com um homem com quem conviveu por mais de 25 anos.

 

A relação entre os dois começou de forma legítima, antes de ele contrair matrimônio com outra pessoa.  No entanto, mesmo após o casamento, ele continuou mantendo o relacionamento com a primeira companheira.

 

 

Ao ingressar na Justiça, a mulher pediu que fosse reconhecida a união estável e, consequentemente, todos os direitos decorrentes dela, como partilha de bens e proteção legal. Porém, o pedido foi negado.

 

Por que o pedido foi indeferido?

 

De acordo com o artigo 1.521 do Código Civil, é proibido contrair novo casamento quando a pessoa já é casada.

 

Dessa forma, ainda que a união estável inicial fosse válida, após o casamento essa convivência paralela passou a ser considerada concubinato, que não é reconhecido pela lei brasileira.

 

Assim, apenas o período em que a união estável ocorreu antes do casamento foi validado pela Justiça. Já os 25 anos seguintes, em que a relação foi mantida em paralelo ao matrimônio, não foram admitidos.

 

STJ decide: união estável paralela ao casamento não é reconhecida

 

O que diz a lei sobre casos assim?

 

A legislação brasileira é clara: uma pessoa só pode ser casada uma única vez. Relações paralelas ao casamento não têm respaldo jurídico e, portanto, não geram direitos como partilha de bens ou herança.

 

Esse entendimento reforça a proteção da família constituída pelo casamento ou pela união estável formal, evitando que haja conflitos e disputas patrimoniais decorrentes de relacionamentos simultâneos.

Pensão Alimentícia para Filhos Maiores de Idade com Doença Mental: Entenda a Decisão do STJ

Pensão Alimentícia para Filhos Maiores de Idade com Doença Mental: Entenda a Decisão do STJ

Pensão Alimentícia para Filhos Maiores de Idade com Doença Mental: Entenda a Decisão do STJ

Pensão Alimentícia para Filhos Maiores de Idade com Doença Mental: Entenda a Decisão do STJ

Muitos pais acreditam que a obrigação de pagar pensão alimentícia termina automaticamente quando o filho completa 18 anos.

 

De fato, em regra, ao atingir a maioridade e não estando matriculado em curso técnico, tecnólogo ou superior, o pai pode solicitar a exoneração da pensão. Caso esteja estudando, essa responsabilidade pode se estender até os 24 anos.

 

No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) trouxe um importante esclarecimento em decisão recente: quando o filho maior de idade possui doença mental incapacitante, o pai deve continuar pagando a pensão alimentícia, independentemente da idade.

 

Pensão Alimentícia para Filhos Maiores de Idade com Doença Mental: Entenda a Decisão do STJ

 

Por que essa decisão é importante?

 

Existem situações em que pessoas com doenças mentais não conseguem manter sua subsistência por meio do trabalho.

 

Nessas circunstâncias, a pensão alimentícia não pode ser automaticamente encerrada, pois isso colocaria toda a responsabilidade financeira apenas sobre a mãe ou outro responsável.

 

Assim, mesmo que o filho tenha acesso a benefícios previdenciários, o STJ entende que a obrigação de sustento por parte do pai permanece, garantindo maior proteção e dignidade à pessoa incapaz.

 

 

 

O que os pais precisam saber


• A pensão não cessa automaticamente aos 18 anos em casos de incapacidade comprovada.


• O sustento deve ser mantido de forma indefinida, desde que a incapacidade persista.


• O objetivo da decisão é garantir o equilíbrio familiar e proteger os direitos da pessoa em situação de vulnerabilidade.

 

Casamento Segundo a Legislação Brasileira

Casamento Segundo a Legislação Brasileira

O casamento é uma das tradições mais antigas da nossa sociedade, mas também um instituto jurídico que foi se transformando ao longo dos anos para acompanhar as mudanças sociais e culturais.

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 é o marco que consolidou o atual Estado Democrático de Direito e trouxe em seu artigo 226 a regulamentação do casamento. Além disso, o Código Civil, a partir do artigo 1.511, detalha as regras sobre esse instituto.

Da visão tradicional às novas formas de união

Quando a Constituição foi promulgada, ainda se falava do casamento entre homem e mulher. Essa era a concepção tradicional que predominava na época.

Entretanto, a sociedade evoluiu e, com o reconhecimento e o crescimento das relações homoafetivas, surgiu a necessidade de atualizar a legislação para garantir os mesmos direitos a todos os cidadãos.

Reconhecimento do casamento homoafetivo

Foi nesse contexto que, em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução nº 175, determinando que todos os cartórios de registro civil do país passassem a registrar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Essa decisão representou um avanço importante para a igualdade de direitos, garantindo às uniões homoafetivas a mesma proteção jurídica e social que já existia para casais heterossexuais.

O que é um inventário e qual o prazo para realizá-lo?

O que é um inventário e qual o prazo para realizá-lo?

O que é um inventário e qual o prazo para realizá-lo?

O que é um inventário e qual o prazo para realizá-lo?

 

Quando uma pessoa falece e deixa bens, os herdeiros precisam dar início a um processo chamado inventário.

 

Esse procedimento é a abertura formal da sucessão, em que ocorre a transmissão da herança para os herdeiros, respeitando a parte que cabe a cada um e levando em consideração as particularidades do caso, como a existência de testamento.

 

Quando é necessário abrir inventário?

O inventário deve ser feito sempre que o falecido deixar bens como imóveis, veículos, valores em conta bancária, investimentos ou outros patrimônios.

 

O que é um inventário e qual o prazo para realizá-lo?

 

É importante destacar que os herdeiros têm um prazo máximo de 60 dias a contar da data do falecimento para dar entrada no inventário. Caso esse prazo não seja cumprido, incidirá multa tributária pelo atraso, além de os bens ficarem embaraçados, impedindo sua regular utilização ou transferência.

 

Modalidades de inventário

 

A forma de conduzir o inventário dependerá da situação dos herdeiros e do nível de consenso entre eles:


• Inventário judicial: é obrigatório sempre que houver herdeiros menores de idade, incapazes ou quando existir conflito entre os herdeiros.


• Arrolamento (inventário consensual): ocorre quando todos os herdeiros estão de acordo com a partilha, não há menores ou incapazes envolvidos, e o processo pode ser conduzido de forma mais simples e rápida

 

O que é um inventário e qual o prazo para realizá-lo?

Por que é importante não atrasar o inventário?

 

Além de evitar multas e complicações jurídicas, iniciar o inventário no prazo legal garante que os bens possam ser transferidos e utilizados sem bloqueios, evitando desgastes emocionais e financeiros para a familia .

alimentos, quando que eles são devidos

Alimentos, quando que eles são devidos

Alimentos, quando que eles são devidos

alimentos, quando que eles são devidos

O tema pensão alimentícia é cercado de dúvidas e, muitas vezes, de interpretações equivocadas. Para entender melhor, é importante analisar o que diz o Código Civil e como a lei brasileira protege aqueles que precisam desse amparo.

 

O que diz a lei sobre alimentos?

 

O artigo 1.695 do Código Civil determina que os alimentos serão devidos sempre que uma pessoa demonstrar necessidade de recebê-los para garantir sua sobrevivência, diante da incapacidade de prover seu próprio sustento.

 

Já o artigo 1.694 do Código Civil amplia essa proteção, estabelecendo que parentes, cônjuges e companheiros podem solicitar alimentos entre si, Ou seja, a lei não restringe apenas a filhos menores ou ex-cônjuges: qualquer pessoa que tenha laços familiares e demonstre necessidade pode buscar esse direito.

 

Alimentos não têm caráter indenizatório

 

Outro ponto relevante é que os alimentos não possuem natureza indenizatória. Isso significa que o alimentante – aquele que paga a pensão – não poderá futuramente exigir o ressarcimento dos valores pagos ao alimentado.

 

A razão é simples: o pagamento da pensão não é uma escolha voluntária, mas sim um dever legal fundamentado na solidariedade familiar e na proteção da dignidade da pessoa humana.

 

A função social dos alimentos

 

Mais do que uma obrigação jurídica, a pensão alimentícia tem um papel social e humano essencial: garantir que ninguém fique desamparado, sem condições mínimas de vida digna. Ela representa um instrumento de justiça e equilíbrio, buscando conciliar a necessidade de quem recebe com a possibilidade de quem paga.

Guarda dos filhos: entenda o que diz a legislação brasileira

Guarda dos filhos: entenda o que diz a legislação brasileira

Guarda dos filhos: entenda o que diz a legislação brasileira

Guarda dos filhos: entenda o que diz a legislação brasileira

A guarda dos filhos é um dos temas mais relevantes no direito de família e costuma gerar muitas dúvidas.

 

Para compreender como ela funciona, é essencial antes entender o conceito de poder familiar, previsto no Código Civil.

 

O que é poder familiar?

O artigo 1.630 do Código Civil estabelece o poder familiar como o conjunto de deveres e direitos dos pais em relação aos filhos menores.


Esse poder surge automaticamente pelo simples fato de ser pai ou mãe, independentemente do estado civil dos pais ou de viverem juntos.

 

O que é guarda?

Já a guarda está prevista no artigo 1.583 do Código Civil e trata da responsabilidade de cuidar, proteger e tomar decisões importantes em relação à criança.

 

 

É importante destacar que:


• Os pais podem deter o poder familiar, mas nem sempre exercerão a guarda;


• A guarda está ligada ao exercício de fato do cuidado diário com a criança.

 

Tipos de guarda

A lei prevê diferentes formas de guarda, que podem ser atribuídas de acordo com cada situação:


• Guarda unilateral: atribuída a apenas um dos pais;


• Guarda compartilhada: exercida conjuntamente pelos dois;


• Guarda por terceiros: pode ser concedida a avós ou outros familiares, e até mesmo a terceiros, conforme prevê o artigo 33 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no contexto de família substituta.

 

Enquanto o poder familiar decorre da condição de ser pai ou mãe, a guarda está diretamente relacionada ao exercício de fato do cuidado com a criança.

Casamento segundo a legislação Brasileira

Casamento segundo a legislação brasileira

Casamento segundo a legislação brasileira

O casamento é uma das mais antigas tradições da sociedade, mas sua forma e regulamentação foram sendo adaptadas ao longo do tempo para acompanhar as transformações sociais.

 

Na Constituição Federal de 1988, que instituiu o atual Estado Democrático de Direito, o artigo 226 trata diretamente sobre o casamento. Já o Código Civil, a partir do artigo 1.511, detalha suas regras e requisitos.

 

Evolução do conceito de casamento

Quando a Constituição foi promulgada, na década de 1980, o casamento era reconhecido apenas como a união entre homem e mulher.
Entretanto, o direito deve acompanhar a sociedade, e com o crescimento das relações homoafetivas, tornou-se necessário regulamentar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

O casamento é uma das mais antigas tradições da sociedade, mas sua forma e regulamentação foram sendo adaptadas ao longo do tempo para acompanhar as transformações sociais. Na Constituição Federal de 1988, que instituiu o atual Estado Democrático de Direito, o artigo 226 trata diretamente sobre o casamento. Já o Código Civil, a partir do artigo 1.511, detalha suas regras e requisitos. Evolução do conceito de casamento Quando a Constituição foi promulgada, na década de 1980, o casamento era reconhecido apenas como a união entre homem e mulher. Entretanto, o direito deve acompanhar a sociedade, e com o crescimento das relações homoafetivas, tornou-se necessário regulamentar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Reconhecimento do casamento homoafetivo Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução nº 175, determinando que os cartórios de registro civil em todo o Brasil passassem a registrar também os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Essa decisão consolidou o entendimento de que o casamento civil é um direito de todos, independentemente da orientação sexual. Conclusão O casamento, portanto, deixou de ser apenas uma tradição e passou a ser visto como um direito garantido pela Constituição e pela legislação infraconstitucional, em constante evolução para acompanhar a realidade social.

 

Reconhecimento do casamento homoafetivo

Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução nº 175, determinando que os cartórios de registro civil em todo o Brasil passassem a registrar também os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

 

Essa decisão consolidou o entendimento de que o casamento civil é um direito de todos, independentemente da orientação sexual.

O casamento, portanto, deixou de ser apenas uma tradição e passou a ser visto como um direito garantido pela Constituição e pela legislação infraconstitucional, em constante evolução para acompanhar a realidade social.


 

 

Usucapião de imóvel: o que é e quem tem direito?

Usucapião de imóvel: o que é e quem tem direito?

Usucapião de imóvel: o que é e quem tem direito?

Usucapião de imóvel: o que é e quem tem direito?

O tema da usucapião gera muitas dúvidas entre pessoas que vivem em imóveis há anos, mas não possuem a escritura registrada em cartório.

 

O que é a posse?

 

Um dos principais requisitos para a usucapião é a posse. Ela ocorre quando alguém exerce, de fato, os direitos de propriedade sobre um imóvel, mesmo sem ser o proprietário registrado.

 

Na prática, isso significa morar no imóvel, cuidar dele, zelar pela manutenção, colocar à venda ou até mesmo alugá-lo. Ou seja, para a lei, a pessoa não é dona registral, mas age como se fosse proprietária.

 

 

No Brasil, muitas famílias vivem em casas que não possuem matrícula regular em cartório.


Isso acontece porque:
• Muitas vezes o vendedor anterior também não era proprietário registral;


• Em alguns casos, o imóvel nem matrícula possui.

 

Essa situação gera insegurança jurídica, e a usucapião surge como caminho para regularizar o bem.

 

Quem pode pedir usucapião?

Para ingressar com a ação de usucapião é essencial que o ocupante seja visto socialmente como dono do imóvel, exercendo a posse de maneira contínua.

 

 

Importante: não é possível ajuizar usucapião de um imóvel em que você não exerce posse.

Conclusão

 

A usucapião é um direito importante para quem deseja regularizar seu imóvel e garantir segurança jurídica.